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  • Foto do escritor: Arthur Alexander
    Arthur Alexander
  • 5 de nov. de 2023
  • 1 min de leitura

A psicanálise, como abordagem analítica e teoria psicológica, vai muito além da simples identificação e tratamento de sintomas. Esta frase em particular ressalta a natureza profunda e investigativa dessa prática.

Enquanto muitas formas de terapia focam na resolução dos sintomas visíveis e imediatos, a psicanálise adota uma abordagem mais ampla, buscando compreender as causas subjacentes aos problemas emocionais e mentais.

Ela reconhece que muitos dos conflitos e sintomas que enfrentamos diariamente têm raízes mais profundas, enraizadas no inconsciente. A busca pela compreensão dos sintomas vai além do óbvio, explorando as origens profundas e frequentemente escondidas dos problemas emocionais.

Ao invés de simplesmente tratar os sintomas superficiais, a psicanálise procura mergulhar no mundo interior do indivíduo, onde conflitos, traumas, desejos reprimidos e padrões de comportamento são formados. Essa imersão no inconsciente busca compreender e trazer à consciência o que está por trás dos sintomas apresentados.

Assim, a psicanálise oferece um espaço para explorar os processos mentais inconscientes, como os sonhos, associações livres e análise dos pensamentos, a fim de desvendar as camadas mais profundas da mente humana. Essa busca pela compreensão vai além do que é evidente, tentando trazer à tona questões que muitas vezes estão escondidas ou suprimidas no interior de cada indivíduo.

 
 
 
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    Arthur Alexander
  • 29 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

O "Discurso do Outro" é um conceito na teoria psicanalítica de Jacques Lacan que se relaciona com a complexa relação entre o sujeito e a linguagem. Lacan introduziu o termo "Outro" (l'Autre) para representar uma alteridade radical, diferenciando-o do "outro" (autre), que pode ser semelhante ou próximo. Ele destacou a distinção entre o "Outro imaginário" e o "Outro simbólico", enfatizando que a ordem simbólica da linguagem desempenha um papel fundamental na estruturação da subjetividade.


O "tesouro dos significantes" é uma ideia central no contexto do "Discurso do Outro". Lacan usava a expressão "tesouro dos significantes" para se referir à vasta coleção de palavras e símbolos na linguagem que moldam o pensamento e a comunicação humanos. Ele destacava que a linguagem não é simplesmente um código com correspondência unívoca entre palavras e significados, mas sim um tesouro de significantes que se opõem e se diferenciam uns dos outros. O uso da linguagem é mediado por esse tesouro de significantes, o que também está ligado à noção de inconsciente como o "discurso do Outro".


O "Outro" de Lacan é definido por negatividade, ou seja, pelo que ele não é. É uma alteridade radical que não pode ser equiparada ao próximo ou ao semelhante. Ele não é um ser humano, mas um campo ou lugar situado na linguagem. A linguagem atua como um terceiro que medeia as interações entre o eu, o tu e o Outro, desempenhando um papel crucial na comunicação e na construção do laço social.


A expressão "não há Autre de l'Autre" refere-se à ideia de que o Outro não tem um "Outro" que o fundamente, uma vez que a regra ou princípio que organiza o Outro está fora dele, seguindo uma lógica similar à dos teoremas de completude e incompletude de Gödel. Isso implica que o Outro é incompleto e que a identidade do sujeito se forma em relação a ele.


O "Discurso do Outro" na teoria de Lacan destaca a importância da linguagem, da negatividade e da alteridade radical na construção da subjetividade humana. É uma parte fundamental da complexa rede de conceitos que compõem a psicanálise lacaniana e contribui para nossa compreensão da mente humana e das dinâmicas psicológicas.

 
 
 
  • Foto do escritor: Arthur Alexander
    Arthur Alexander
  • 15 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

A banda de Möbius é uma figura geométrica que se destaca por sua singularidade e complexidade. Ela consiste em uma tira de papel retorcida de tal forma que suas extremidades são unidas após um giro de 180 graus. O resultado é uma superfície com apenas um lado e uma única borda, desafiando a intuição humana e as leis da geometria tradicional.


Lacan argumenta que o sujeito humano está inserido em uma rede simbólica de linguagem e significados, onde a identidade e o self são formados através de processos dialéticos e de construção social. A banda de Möbius, com sua única superfície e borda, pode ser vista como um reflexo do sujeito lacaniano, constantemente envolto em um ciclo de significados e deslocamentos, sem um "lado de fora" ou uma identidade fixa. O EU, portanto, é fluido e em constante evolução, moldado pela linguagem e pelas relações sociais.


A noção de "retorno do recalcado" em Lacan também pode ser relacionada à banda de Möbius. O recalcado, no contexto da psicanálise lacaniana, representa os elementos não resolvidos e reprimidos da psique, que continuam a influenciar o sujeito de maneiras sutis e muitas vezes inconscientes. Assim como a banda de Möbius não pode ser desenrolada em um "lado de fora", o retorno do recalcado é um processo que mantém o sujeito em um ciclo de ressurgimento constante, afetando sua subjetividade de maneira recorrente.


A banda de Möbius em Lacan também pode ser vista como uma representação da relação entre o simbólico, o imaginário e o real, que são conceitos fundamentais em sua teoria. Essas três dimensões interagem de maneira complexa, criando uma estrutura contínua que envolve o sujeito em uma experiência multifacetada da realidade.


Lacan introduz o conceito de "o Nome-do-Pai" como um elemento central em sua teoria. O Nome-do-Pai representa a entrada do sujeito na ordem simbólica, a fase em que a criança internaliza a linguagem e as normas sociais. Essa entrada na ordem simbólica é um momento crucial na formação do EU e é representada de maneira adequada pela banda de Möbius. Assim como a banda de Möbius está torcida e conectada a si mesma de uma maneira que não pode ser desenrolada, o sujeito, uma vez inserido na ordem simbólica, está inextricavelmente ligado às estruturas de significado e normas sociais.

 
 
 
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© 2025 por Arthur Alexander Abrahão

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